quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Júlia Rodrigues critica Hernâni Dias pela gestão do processo da recolha do lixo desde o início da greve dos trabalhadores

A propósito do complicado processo em torno da recolha do lixo na Terra Quente, a presidente do Município de Mirandela tece duras críticas à administração da Resíduos do Nordeste.
Júlia Rodrigues entende que o presidente da administração da empresa intermunicipal, o autarca de Bragança, Hernâni Dias, não ficou nada bem na fotografia no que diz respeito à condução deste processo.
A autarca socialista lembra que, após o anúncio da greve dos funcionários da recolha do lixo, no período natalício, tiveram de ser as autarquias afectadas a tomar a iniciativa de accionar, a expensas próprias, planos de emergência para recolher o lixo substituindo-se ao que a edil entende que devia ser uma função da Resíduos do Nordeste.
“Depois da eleição do presidente do conselho de administração, Hernâni Dias, não existiu qualquer tipo de reunião nem do conselho de administração nem com os autarcas no sentido de coordenarmos e justificarmos com alguma pro-actividade junto das populações. Houve também um esforço enorme por parte dos municípios para que houvesse a recolha pelo menos do lixo depositado na via pública, considerado um problema ambiental. É uma questão grave e manifesto o meu desagrado a forma como foi conduzida toda a situação da parte do conselho de administração no sentido de que a responsabilidade não é dos municípios mas sim da empresa intermunicipal.” 
Perante esta situação, Júlia Rodrigues garante que está a fazer o levantamento dos custos inerentes a esta situação, para que a factura seja entregue à RN. A autarca denuncia ainda que a recolha do lixo, nas aldeias, ainda não está normalizada, uma semana depois da nova empresa ter entrado em funções.
“Não houve qualquer tipo de justificação ou comunicação a não ser um comunicado que fica aquém daquilo que nós esperaríamos e esperávamos uma atitude mais pró-activa com o levantamento de questões também sob o ponto de vista ambiental e de alguma coordenação ao nível dos municípios envolvidos. Os munícipes reclamam, e bem, o não levantamento do lixo depositado. Passado uma semana, continuamos a ter problemas ambientais graves nas freguesias e estamos naturalmente a fazer um levantamento dos custos inerentes a esta operação que os municípios assumiram e a factura vai ser entregue à Resíduos do Nordeste.
Contactado o presidente da Resíduos do Nordeste, Hernâni Dias, autarca de Bragança, escusou-se a tecer qualquer comentário sobre estas declarações de Júlia Rodrigues. Entretanto, fonte da Resíduos do Nordeste adianta que esta quarta-feira já será possível concretizar o trabalho de recolha nas aldeias em falta. 

Escrito por Terra Quente (CIR)

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