sexta-feira, 14 de novembro de 2014

BRAGANÇA, MINHA LINDA!!!

“Um casal, recém casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha, que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido: “Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!” O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido: “Nossa vizinha continua pendurando lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!”

Assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:! “Veja, ela aprendeu a lavar roupas. Será que a outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada!”
O marido calmamente respondeu:
“Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!” E assim é …
Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.
Lave sua vidraça. Abra sua janela .

Por que esse texto? Porque ele representa o início do meu intercâmbio. Meu nome é Nicole e vim estudar no IPB em Bragança, Portugal pelo Programa Ciência sem Fronteiras na modalidade de graduação sanduíche. Bragança era uma cidade que eu nunca tinha escutado nada sobre. Norte de Portugal, cidade de interior e tradicional. A cidade tem uns 20 e tantos mil habitantes e de início pensei que seria entediante morar em uma cidade assim. Pura ilusão, lavei minha vidraça e abri a minha janela e vi que Bragança pode ser comparada a Ouro Preto do Brasil. Se tornou uma cidade universitária e Instituto no qual estudo tem cerca de 7000 alunos, dos quais em torno de 700 são intercambistas.

Aí me perguntam: “Ah…mas não seria melhor ir para um país em que se fala outra língua?” Bom, eu praticamente só falo inglês aqui. Moro com 4 húngaros, uma polonesa e uma eslovena que não falam português. E como cada um desses países tem o seu próprio idioma, nós só conversamos em inglês. Eu ando com os brasileiros que também vivem comigo mas a gente sempre está junto do pessoal do ERASMUS, então é só inglês. Ontem mesmo eu saí com os turcos, gregos, poloneses, romenos e portugueses. Só eu do Brasil. E conversamos em qual língua? Inglês, claro. Eu estou conhecendo muita gente, muitas culturas diferentes, cada dia um faz aniversário e a gente comemora. São a minha família mesmo. A gente aprende a se adequar e a respeitar a cultura do outro. A eslovena por exemplo, não conseguia cumprimentar ninguém abraçando e dando dois beijinhos, como no Brasil. Agora quando a gente só dá um beijo no rosto dela, ela pergunta:”Cadê o outro?” Estou conhecendo pessoas de lugares que nunca imaginei que conheceria.

E eu não posso deixar de falar dos meus cearenses e gaúchos lindos. Quando eu cheguei aqui eu fui a pessoa mais mimada do mundo. Como eu cheguei depois de todo mundo, eles já conheciam os lugares que eu tinha que ir. Todo lugar que eu falava que tinha que ir, eles quase me pegavam pela mão e me levavam. E me deram várias dicas e são super fofos comigo.

E o Instituto e as aulas eu estou amando! Os professores são muito bons e as aulas estão sendo bem proveitosas para mim. Estou aproveitando para aprender o que não é oferecido na minha faculdade no Brasil do jeito como é oferecido aqui.

nicolewerneck
in:csfembraganca.wordpress.com

1 comentário:

Otília Borges disse...

Boa noite Sr. Henrique
Gostei muito deste artigo, bem como de outros que tenho lido na página. Gostaria de o partilhar. Mas como posso fazer?
Obrigada
Otília Borges